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Blog da Naty® tem a recomendação terapeutica para quem quer ver o lado engraçado de QUALQUER situação: seja de tragédias, comédias, fail situations, cotidiano em geral sob a minha perspectiva, mesmo que as vezes seja ácido, irônico ou maldoso demais...mas essa sou eu, autêntica, única, independente e muito sincera. Essa é a minha vida.

16/12/2011

Cultura inútil da idade media

Na Idade Média, não existiam as pastas de dentes, muito menos escovas de dentes ou perfumes,desodorantes muito menos e papel higiênico, nem pensar...
Os excrementos humanos eram despejadas pelas janelas do palácio!!! E se tivesse alguem passando ali, por acaso e toma uma chuva de...

Quando paramos para pensar que todos já viram que nos filmes aparecem pessoas sendo abanadas, passam desapercebidos os motivos - sempre achei q era calor -. Em um país de clima temperado, a justificativa não era o calor, mas sim o péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima. (duh)

Os nobres, eram os únicos que podiam ter súditos que os abanavam, para espalhar o mau cheiro que o corpo e suas bocas exalavam com o mau hálito, além de ser uma forma de espantar os insetos.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí termos maio como o "mês das noivas" e a origem do buquê de noiva explicada.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho.

Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...


Os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem.


Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cachorros.
Para não sujar as camas, inventaram uma espécie de cobertura, que se transformou no dossel.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, como venenosos. Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho).

Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí, surgiu a vigília do caixão.

A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo gongo", expressão essa por nós usada até os dias atuais.

Para a igreja, o gozo físico na Idade Média não tinha nada a ver com um prazer racional; era considerado uma força incontrolável, um furor. O corpo feminino era considerado mais suscetível ao pecado e à corrupção, necessitando da vigilância maculina. Não se costumava ficar completamente nu, nem para fazer sexo (!!!)

O centro de uma casa nobre era um casal procriador, cercado de filhos solteiros, parentes e agregados. Porém, o adultério era comum nas famílias nobres e a poligamia era praticada e até admitida. Segundo a literatura, numa casa repletas de irmãs, sogras, tias, primas, cunhadas e outras parentas, só podia rolar incesto. Muitas seriam bastardas (filhas do senhor ou de tios cônegos) e as mais ativas acabavam gerando outras concubinas, enfim, uma suruba danada.

A noite de núpcias poderia acontecer antes da cerimônia oficial do casamento (mas isso não era regra geral), porque os noivos já estavam comprometidos pelo desponsatio, a partir do qual a noiva se tornava responsabilidade do marido e se mudava para o novo lar.

Um único leito não servia apenas ao casal, mas também a filhos, irmãs e irmãos, amigos, criados a serviço de um mesmo senhor e até desconhecidos, se calhasse. Ou seja, era cama famliar e não de casal, o que causava grandes preocupações morais. Cortinas podiam isolar a área destinada ao senhor. Quem tinha mais riqueza e poder, mantinha seus criados íntimos numa caminha à parte ou num quarto vizinho.

As mulheres de uma casa viviam confinadas e vigiadas, encerradas no quarto das damas, onde estavam sempre ocupadas para não pensarem em bobagem. O senhor tinha acesso a este quarto, para uma espécie de relax. Pensou em sacanagem? Que nada. Elas faziam cafuné e tiravam-lhe piolhos, por exemplo. Outros homens podiam entrar para divertimentos como canto e leitura, mas somente se fossem escolhidos pelo dono da casa. À prova de sexo, porém, o quarto das damas não era: rolava entre as mulheres mesmo.

Encontros amorosos e sexuais aconteciam no meio dessa balbúrdia familiar vigiada, mas a regra era a discrição absoluta, porque a preocupação com a honra do senhor era a grande obsessão e dependia do comportamento da mulherada da casa. O que rolava era escondidinho, nos cantos, no porão, no celeiro, no pomar…

Um escândalo poderia ser bem vindo, porém, quando um homem queria se livrar de uma esposa infértil ou quando havia risco de uma irmã reclamar herança, por exemplo. Daí, a malfeitora era denunciada pelo dono da casa, expulsa, castigada e até mesmo queimada viva.

O rapto de solteiras ou casadas era corriqueiro até o século XII. Frequentemente, era feito com a concordância da mulher ou instigado por ela. Tratava-se de um modo de fazer valer a vontade dos pombinhos contra um casamento arranjado ou um meio de uma mulher se livrar de um marido que a maltratava. Havia muito de encenação e ritual no rapto; posteriormente, a união era aceita como fato consumado. Exemplo: Eleonor de Aquitânia, mãe de Ricardo Coração de Leão, era casada com o rei de França; foi sequestrada por Henrique Plantageneta, e o casal reinou na Inglaterra.

Lá pelo século XV, os médicos italianos relacionavam a boa gravidez ao desejo da mulher e recomendavam que os homens caprichassem nas preliminares para que fossem “desejados ardentemente”. Recomendavam que tocassem as esposas “com a boca, com as mãos”. Na mesma época, a sodomia conjugal difundiu-se amplamente entre as cidades toscanas.

Os cabelos longos eram obrigatórios para as mulheres; porém, como as longas madeixas tinham grande poder erótico, deveriam sempre ser trançadas. Além disso, todas as mulheres que não fossem prostitutas, nem meninas ou que se arriscassem a sair à rua, bem como as casadas quando saíam do quarto, deveriam cobrir as tranças com touca.

Recebi essas informações por email.
Autoria desconhecida.